livro

                  Gosto de ouvir minha própria voz (aquela que empresto aos personagens dos romances, aos autores, ensaístas, teóricos, cronistas, aos monografistas, até) enquanto leio silenciosamente, no meu canto predileto, o livro da vez. O velho livro impresso em papel, sim. Acatei sugestão da amiga e fui conferir a voz que José Wilker emprestou ao Dr Breuer (para lançamento em áudio) do livro que leio no momento “Quando Nietzsche Chorou”. Sensação mais estranha! Não é o ‘meu’ Dr Breuer, ali. Fiquei dispersa ao ouvir/ver o ator lendo o texto. Talvez  este tipo de mídia atenda aos cegos ou a outros tipos de incapacitados, enfim!…

            Há uma exceção. É quando o poeta declama seus próprios versos. Adélia Prado recitou os seus semana passada no Sesc Vila Mariana e ficamos, por dias, inebriadas com a emoção que ela conseguiu fazer aflorar. E, para ilustrar melhor o que quero dizer, um regalo a todos, o registro feito pela reginacz naquela ocasião.

 
 

One Response to “livro”

  1. O livro é imbatível para a nossa geração, não há nada mais prazeroso do que o cheiro de um livro novo, a visualização das palavras, a sua voz emprestada aos personagens. Não estou polemizando o que é melhor, mas apenas pesquisando as mudanças da nossa sociedade, onde os hábitos e costumes estão em transformação constante. Basta lembrar que até há pouco tempo, nossas fotos somente eram apreciadas quando impressas e agora…Quem enfrenta congestinamentos diariamente não tem tempo para se retirar ao seu canto preferido, daí encontra no audiolivro uma boa solução para a aquisição de literatura. Enfim, tudo, sem exceção, está se encaminhando para a multimídia. Estamos ainda engatinhando no Brasil, no Japão dos dez livros mais vendidos, cinco foram feitos para celular. E o que dizer dos podcasts?


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