livro
By: betharr
tags: Adélia Prado, José Wilker, livro, Nietzsche
Category: São Paulo, You Tube, literatura, poema, sonora, video
Gosto de ouvir minha própria voz (aquela que empresto aos personagens dos romances, aos autores, ensaístas, teóricos, cronistas, aos monografistas, até) enquanto leio silenciosamente, no meu canto predileto, o livro da vez. O velho livro impresso em papel, sim. Acatei sugestão da amiga e fui conferir a voz que José Wilker emprestou ao Dr Breuer (para lançamento em áudio) do livro que leio no momento “Quando Nietzsche Chorou”. Sensação mais estranha! Não é o ‘meu’ Dr Breuer, ali. Fiquei dispersa ao ouvir/ver o ator lendo o texto. Talvez este tipo de mídia atenda aos cegos ou a outros tipos de incapacitados, enfim!…
Há uma exceção. É quando o poeta declama seus próprios versos. Adélia Prado recitou os seus semana passada no Sesc Vila Mariana e ficamos, por dias, inebriadas com a emoção que ela conseguiu fazer aflorar. E, para ilustrar melhor o que quero dizer, um regalo a todos, o registro feito pela reginacz naquela ocasião.

O livro é imbatível para a nossa geração, não há nada mais prazeroso do que o cheiro de um livro novo, a visualização das palavras, a sua voz emprestada aos personagens. Não estou polemizando o que é melhor, mas apenas pesquisando as mudanças da nossa sociedade, onde os hábitos e costumes estão em transformação constante. Basta lembrar que até há pouco tempo, nossas fotos somente eram apreciadas quando impressas e agora…Quem enfrenta congestinamentos diariamente não tem tempo para se retirar ao seu canto preferido, daí encontra no audiolivro uma boa solução para a aquisição de literatura. Enfim, tudo, sem exceção, está se encaminhando para a multimídia. Estamos ainda engatinhando no Brasil, no Japão dos dez livros mais vendidos, cinco foram feitos para celular. E o que dizer dos podcasts?