fotógrafo
Bruce Gilden pratica sua arte – fotografar – como voyeur às avessas visto que, impõe sua presença, se faz visto pelo outro, o outro que por ele será fotografado. Observando-o no video abaixo senti uma pontinha de inveja de sua ‘agressividade’. Veja sua indiscrição ao abordar pessoas comuns nas ruas. Teria muito prazer em seguir seus passos, digo, sair por aí fotografando rostos mas, à minha maneira, ou seja, sem que a pessoa perceba. Flagrar a alma humana ensimesmada é habilidade que poucos possuem.
Outro, cujo trabalho admiro, é GRIMP que fotografa pessoas desde as ruas de Londres – imagem abaixo – sem que elas percebam e as publica no Fotothing , o site que hospeda as minhas e as imagens de tantos e variados amigos.
Os meus ultimamente têm sido clics impessoais devido à minha baixa ‘agressividade’, à falta de coragem mesmo, para tascar o flash no rosto do desconhecido passante. Tentei, mas foram ações tímidas. Confira abaixo.
Cena em que o injuriado fotografado arranca a machine das mãos do fotógrafo e danifica o filme soa como pesadelo. Valeria a pena?

Disseste bem, a habilidade é para poucos, e acrescento, graças a Deus! Já pensou se todos saíssemos por aí a invadir o território do outro? Está certo que o resultado dos poucos aventureiros é bom, mas daí a imitar-lhes com gana e coragem, em busca de um flash por puro hobbie… Por outro lado, desde que a internet nos possibilitou sermos produtores e difusores culturais tudo é possível, há apenas que se pagar o preço da ousadia. Vejo que a sua não é tão tímida assim, pois as personas são parte integrante da bela composição nos pôres-do-sol. Avante e boa sorte!
Como já dizia o poeta, tudo vale a pena se alma…
Adorei este seu espaço.
Coisa de profi, originalíssimo!
Discordo da sua afirmação quanto à “timidez” no ato de fotografar…diria ser “respeito” ao próximo na medida que não há invasão,coersão e mesmo abuso no simples “encontro casual” entre pessoas num espaço público.Nota-se nas fotos de Bruce Gilden,na maioria das vezes, expressões contrariadas,diferentemente das de Grimp que não agride o transeunte e o coloca como mais um elemento estético da fotografia.Suas fotos, amiga,revelam bom gosto e seus personagens estão integrados numa atmosfera urbana e notadamente paulistana! Parabéns!
Que surpresa ótima, um blog seu sobre fotografia! Você desenvolveu a sua fotografia nos meses passados ou está com a ambição de ficar melhor nisso? Muito interessate os seus temas, eu tbm gosto muito de fotografia na rua. Educando no Fotothing.
“Bruce Gilden seems very aggressive. I do it in a more subtle way. Without walking ‘into’ people. Most of the grimp-shots are done from waist-level without taking the camera to the eye. The noisy streets drown the click of the shutter. And I don’t use a flash, of course.”
Bruce Gilden parece muito agressivo. Minha prática é mais sutil. Não ‘entrando’ nas pessoas. A maior parte dos grimp-disparos são feitos a partir do nível da cintura sem ter a câmera dirigida para o olho. As ruas barulhentas afogam o clique do obturador. E eu não uso um flash, é claro. Grimp desde Fotothing