tempo
Quanto tempo bio tenho ainda? É o tempo psicológico mensurável? Ele não depende de espaço. Transita-se mentalmente ao passado como se presente fosse e ao futuro como se passado fosse. Nos contos de fadas, no ‘Era uma vez’ somos remetidos a um tempo qualquer e a espaço nenhum simultâneamente.
Goya, espanhol, pintou Cronos (1821-1823) a deidade que simboliza o Tempo. Cronos devora seus filhos impedindo assim sua própria substituição. Ele reina ao lado de Reia a figura feminina que dá à luz os rebentos que ele come implacavelmente.
Nós passamos pelo tempo e temos o falível hábito de pensá-lo apenas em termos ‘cronológicos’: horas, dias, meses, décadas, séculos, etc… ou ainda, em termos climáticos, ou na tentativa de abrandar nossos males: ”Só o tempo cura”.
Cronos, deus todo poderoso, onipresente a cada pôr-do-sol, deixai-nos passar em paz! VIDEO

Quanto tempo não falamos, estou em séria dívida que pagarei em breve; nas férias escolares!!!
“Esse” tempo passa numa corrente de água fria, como as quedas das cachoeira na Serra do Mar. Entristeço pelos sinais que parecem aparecer (é o psico vendo o invisível) e feliz pela maturação.
Meu bio só fala mais alto quando o psico vai na onda e desce a corredeira desenfreadamente. O psico sempre freia, é o quantitativo nessa qualidade.
Cronos? Nada, está tudo na cabeça. A aparência só importa a nós mesmas no final dos resultados.
Todos temos um pouco do Cronos em nosso psicológico, na hora H, todos gostariam de um pouco mais de tempo. Mas o tempo é implacável, até mesmo os “eternos”, ou os ilustres, serão esquecidos depois de um graaaande tempo, não haverá recordação de seus feitos. “O tempo não para”.
O tempo é o nosso maior tesouro, quando nosso tempo passar nada mais importará. Assim aproveitemos de uma maneira satisfatória este tesouro,vivendo bem conosco e com os outros cada dia.
O tempo, ah, o tempo! Como é implacável! No momento em que podemos tirar o maior proveito dele, o nosso bio começa a falhar, essa é a grande injustiça, Cronos está a me devorar.
Na prática ele é linear e implacável! Cronos a nos devorar todos os dias… Não o sentimos como dizem os físicos, com curvas e desvios, de forma a retornar a uma estação anterior na linha… Então carpe diem!
Bela música celta e imagens no vídeo. Sunrise or sunset? Nem importa, as cores revelam os momentos de graça do começo e do fim de cada dia. Importa vê-los e senti-los.
Estamos passando pelo TEMPO e não o contrário. Somos parte de. O indivíduo passa pelo TEMPO. Cronos não passa em mim, eu que passo por ele como naqueles dispositivos de slides: as imagens vão passando diante de nossos olhos. Assim acontece conosco. Desfilamos cena após cena diante do ‘olhar’ de Cronos. Fazemos reverências a ele mas Cronos não nos dá a mínima importância. Ele não será jamais destruído mesmo se um meteorito gigante abater a Terra. Ave Cronos!…
O tempo não para!
Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo.